sábado, 7 de junho de 2008

Cálice - Cale-se

Minha taça está transbordando.Cale-se, cálices e dor. Prazer em rever-me do jeito que realmente sou. Sem ter, sem querer, sem mim o mundo continuaria o mesmo. Mais se não há diferença entre o meu existir e a existência de ti, sigo assim feliz por ser insignificante para o mundo. Transforme esta água em fel, meu bem. não adianta tentar desistir de mim. Não vai conseguir me ver livre assim. Estou preso em uma taça de vinho. Brinda-me e beba este cálice, pois isto sou eu mesmo que me entrego a vós.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

libertas que serás tamem

Meu tudo pra você é nada. Meu mundo é você. Por que fiz de minha vida loucuras? Por que me perdi em você que agora ousa em me usar? Meu amor! Me liberte de você te imploro, agora que não és capaz de me reconhecer como seu. Liberte-me você, porque eu não consigo deixar ou mesmo esquecer você. Diga-me o que não quero ouvir, diga-me o que nunca esperei de ti, diga-me, diga-me: Adeus,pobre miserento. Adeus!

Hoje invadi seus sonhos e entendi porque me esqueceu

Invadi seus sonhos e entendi porque não pertenço mais a ti. Como esquecer agora que jurei e fiz de você o que sou? Você esqueceu, mais não peça o mesmo a mim. Não há como esquecer como você me esqueceu.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

nada mudou

Ainda está em mim o gosto amargo do vinho vagabundo, da virada. Bebi minhas
tristezas, bebi nossas angústias, bebi com delicadeza os infortúnios que por aqui
passaram. Engraçado! Ainda estou amargo, e só posso assim desejar, feliz ano velho.

Galeria de loucos

Mais um dia, mais um instante, mais um respiro.Por que ontem, ainda ontem estava eu assim? Não se lembra do que escrevi a um ano pra ti? Estou aqui, do mesmo jeito, da mesma forma, com o mesmo desencanto que seus olhos sempre viram. Mas ainda espero, sem saber espero que pelo menos desta vez eu possa saber o que espero de ti, de mim, de nós e de todos.

Tudo Cinza

Dentro da esperança há um ser chamado eu. Descrente,carente,flagelo. Sei muito bem dos seus sonhos, mas queria mesmo era sentir o seu perfume. Então você não se aproxima, não liga, não se encanta, não se interessa. Não importa! A mim só resta seguir.

gélido

em cima da mesa, dentro da pasta, estou eu. Sentindo frio em meio à promissórias vencidas e não honradas. Sinto náusea! Assim devem se sentir os outros, os animais perto de nós. Números e nada, números e sem nada, números e dor, números e embriagues. Eu sou um estúpido bêbado como todos vocês, meus humanos.